As empresas têm utilizado cada vez mais técnicas para resolver problemas, identificar oportunidades e se diferenciar no mercado em que atuam. São várias as abordagens que podem auxiliar a descoberta de necessidades dos clientes e o desenvolvimento de soluções. E, dentre elas, trouxemos hoje duas que se destacam: Design Thinking e Design Sprints.

 

O que é Design Thinking?

Desde crianças, aprendemos que existe uma “maneira certa” de se resolver problemas. Isso nos limita e dificulta solucionar questões de forma diferente. Para acabar com essas limitações, surgiu o Design Thinking – uma forma de pensar que visa encontrar soluções inovadoras a partir de empatia, colaboração e experimentação.
Esta forma de resolver problemas e desenvolver projetos com eficiência e agilidade engloba pesquisas, brainstorming e protótipos, permite desenvolver novas perspectivas sobre a situação e entender o processo de desenvolvimento desde a pré-venda até a entrega das soluções.

Design Thinking é uma forma de pensar que visa encontrar soluções inovadoras a partir de empatia, colaboração e experimentação.

 

Pilares do Design Thinking

O método foi criado por David Kelley e Tim Brown, fundadores da consultoria de inovação IDEO. As etapas do Design Thinking são simples e podem variar conforme necessário. Elas incluem, dentre outros pontos:

Empatia e compreensão

Colocar-se no lugar do outro, compreendendo com propriedade o problema, assimilando e acolhendo as perspectivas alheias é uma das premissas mais importantes do Design Thinking.

Identificação

Por meio de análises, pesquisas, reuniões e benchmarking, a equipe busca compreende com propriedade o problema, assimilando e acolhendo as perspectivas alheias.

Definição

A partir da pesquisa inicial, é definida qual oportunidade será explorada no processo.

Ideação

Por meio de brainstorm (chuva de ideias), inúmeras sugestões são levantadas sem filtro e sem medo de errar. Não existem boas ou más ideias. Todas as opiniões são anotadas (geralmente, em post-its) e consideradas. Em seguida, são feitas a categorização e a escolha da ideia (ou ideias) mais adequadas.

Prototipação

Para facilitar o desenvolvimento, a solução escolhida é estruturada em forma de protótipos que, muitas vezes, podem ser esboços ou maquetes do projeto idealizado.

Testes

Por meio de testes, á avaliado qual dos projetos se adequa melhor ao problema inicial.

O Design Thinking obedece a algumas etapas, conhecidas por Double Diamond.

 

Empatia e customer-centric

Para utilizar as técnicas do Design Thinking, é essencial não julgar a percepção das outras pessoas envolvidas no processo.
Reconhecer emoções e compartilhar experiências de utilização da solução desenvolvida também é importante, pois com isso é possível conquistar a empatia de clientes e parceiros.
É preciso ainda colocar o cliente no centro das decisões da empresa, coletando ideias do que pode ser desenvolvido para melhorar o processo.

 

Conhecimento detalhado do problema

O problema é tão importante quanto a sua solução. Por isso, é necessário conhecer seus detalhes e entendê-lo com propriedade. Viver a experiência que está sendo desenvolvida torna a equipe mais próxima das reais dores e necessidades de seu público.

 

Vantagem competitiva para todos

Se engana quem pensa que apenas empresas que possuem uma área de comunicação podem utilizar o Design Thinking. Essa é uma ferramenta que auxilia qualquer tipo de empreendimento a criar vantagem competitiva, diferenciando-se dos concorrentes.
Com o Design Thinking, é possível potencializar o impacto de produtos e serviços e alinhar as soluções desenvolvidas ao que o consumidor procura e precisa.

 

Quais ferramentas são utilizadas no Design Thinking?

Várias ferramentas são utilizadas no processo de Design Thinking. Listamos a seguir as mais conhecidas entre elas.

Mapa de empatia

O mapa de empatia é empregado para entregar produtos e serviços que serão amados e apoiados por seus consumidores. Por meio dele, é possível captar o comportamento do consumidor, suas preferências e a forma de se comunicar com ele durante a jornada. É uma ferramenta simples e visual, eficiente na hora de entender os clientes e concorrentes, facilitando a visualização e permitindo o foco nas questões certas.

O mapa de empatia é uma ferramenta eficiente para entender clientes e concorrentes.

 

Brainstorming

Esta técnica incentiva uma tempestade de ideias em que toda sugestão é válida, sem julgamentos entre os membros da equipe. Ela foi criada para auxiliar as empresas a enxergar problemas de novas ângulos, proporcionando soluções diferentes das que já existem no mercado.
O brainstorming não deve ser um bate-papo no qual simplesmente caem ideias do céu. É importante ter um ambiente propício para o desenvolvimento das ideias, em que os participantes consigam conhecer o problema a fundo e contribuir com ideias que realmente agreguem à empresa.
Para que o brainstorm flua, é preciso seguir algumas regras básicas: respeitar o momento de cada um falar, não estabelecer um limite de ideias, criar e gerar insights a partir de ideias compartilhadas, incentivar ideias que não parecem viáveis no momento, deixar tudo ao alcance dos olhos, manter o foco, não desmotivar ou julgar os colegas.
Fazendo todas as etapas de forma precisa, é possível encontrar uma ideia inovadora para o desenvolvimento do projeto.

 MVP

O Minimum Viable Product (MVP – Produto Mínimo Viável) consiste no lançamento da versão mínima do produto ou serviço Ela cumpre apenas as funções básicas do que foi panejado, visando ter o menor custo possível e testar se a solução está no caminho certo antes de aplicar grandes investimentos. O MVP deve passar por algumas etapas, como teste de eficiência e usabilidade, aceitação no mercado, comparação com soluções concorrentes, entre outras formas de validação.
A prática ajuda a investir em um produto certeiro e saber o que realmente será útil para as pessoas, percebendo com antecedência o que pode ser melhorado antes mesmo do lançamento da nova solução.

Canva

O Canva é uma metodologia visual que busca facilitar o entendimento sobre a empresa e soluções a serem desenvolvidas, podendo ser remodelada sempre que necessário.
Ele deve estar sempre visível aos tomadores de decisão, facilitando possíveis ajustes no decorrer do tempo, e é dividido em nove blocos, sendo eles:

  1. Proposta de valor
  2. Segmento de clientes
  3. Canais
  4. Relacionamento
  5. Atividade-chave
  6. Recursos principais
  7. Parcerias principais
  8. Fonte de renda
  9. Estrutura de custo

Com um modelo de negócio bem estruturado, é possível tornar os processos mais eficientes, desenvolver protótipos com facilidade e agilidade e criar soluções adequadas às necessidades da empresa e dos consumidores.

 

O que é Design Sprint?

Muitas vezes, ao falar de Design Thinking, automaticamente lembramos do Design Sprint.
O Design Sprint é uma metodologia utilizada na solução de problemas em tempo recorde. Em somente cinco dias, o processo entrega resultados tangíveis e testados – o que geralmente demora vários meses quando outros métodos são utilizados.

O Design Sprint é uma metodologia utilizada na solução de problemas em apenas 5 dias.

 

Equipes multidisciplinares

Para utilizar design sprints, é necessário compor equipes preferencialmente multidisciplinares. A formação ideal considera um designer, um stakeholder, um product manager, um desenvolvedor e mais um integrante que conheça bem o mercado e desafio proposto.

 

5 passos do Design Sprint

No processo, é necessário um mediador para guiar as atividades e comandar as sessões coletivas, evitando que a equipe perca o foco. Os cinco passos do Design Sprint são:

1º dia – Entendimento

Compreensão do problema por meio de pesquisas, levantamento de hipóteses e elaboração de ideias.

2º dia – Ideação

Mapeamento das ideias em forma de esboços, revisando e refinando as sugestões.

3º dia – Decisão

Escolha do caminho a ser seguido por meio da definição das melhores soluções e esboços. Nesta etapa, a empresa transforma em storyboard tudo que for utilizar e descarta as opções não escolhidas.

4º dia – Prototipação

Construção de um protótipo baseado no storyboard, funcional e pronto para testes.

5º dia – Testes

Teste da solução prototipada e aprendizado a partir de resultados e feedbacks obtidos.

 

Agilidade e baixo custo

O Design Sprint é uma ótima opção para validar ideias de forma rápida e com baixo custo, sendo uma alternativa mais completa do que o brainstorming. A vantagem deste processo é resultar no projeto pronto em somente 5 dias, não sendo necessário esperar para lançar o MVP. Além disso, o método permite testar o entrosamento da equipe para projetos futuros.

 

Qual a diferença entre Design Thinking e Design Sprint?

Design Thinking é uma forma criativa de pensar e resolver problemas, sem restrição de tempo, processos e metodologias. Podem ser utilizadas diversas ferramentas e estratégias para transformar ideias em oportunidades de mercado e atender às necessidades das pessoas.
Já o Design Sprint é um processo estruturado a partir dos princípios do Design Thinking. Ele conta com passo a passo e ferramentas previamente definidas e pode ser aplicado na solução ágil de grandes desafios, criação ou melhoria de produtos e serviços.
Não é necessário estudar Design Thinking para aplicar o Design Sprint, mas conhecer sobre o mindset auxilia no desenvolvimento mais eficaz e fluido dos projetos.

 

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