As abelhas possuem um papel de extrema importância para o planeta. Além de agentes polinizadores da natureza. São também responsáveis pela reprodução de milhares de espécies vegetais. Produzindo alimentos e mantendo o equilíbrio dos ecossistemas.

 

Estima-se que as abelhas existem há mais de 42 milhões de anos, e, que se estabeleceram na Mesopotâmia por volta de 5 000 a.C.

Acredita-se que, cerca de 4.400 anos, os egípcios descobriram que era possível, fazer que as abelhas instalassem as colônias em recipientes de cerâmica.

Assim, a produção de mel passou a ser mais prática e segura. Portanto, uma vez que era preciso acabar com as colônias ao retirar o mel e a cera para uso humano.

Com o passar do tempo, essa técnica foi se aprimorando até chegar à caixa para abelhas. Então, criada em 1851, pelo norte-americano Lorenzo Lorraine Langstroth, onde é possível criar abelhas, retirar seu mel e sua cera, sem prejudicá-las.

Embora as abelhas sejam um dos seres vivos mais importantes do mundo. Consequentemente, a população caiu em 35% nos últimos anos.

 

Repensando a caixa

Diante deste cenário, a startup israelense  está buscando uma solução não só “pensando fora da caixa”. Mas também, “repensando a caixa”.

Para isso, a Beewise, criou uma colmeia totalmente automatizada.

Movida por inteligência artificial, que permite o monitoramento remoto e reduz a perda anual de colônias.

Ao contrário da caixa de madeira tradicional, a “Beehome”. É um grande cubo que abriga o equivalente a 24 colmeias, ou um milhão de abelhas.

Onde,  a temperatura, infestações e suprimentos locais de água e forragem. São controlados remotamente para manter a saúde das abelhas.

Além disso, um robô instalado dentro da colmeia, que inclui um braço que desliza pelo corredor entre as sub-colônias. Removendo favos de mel assim como um apicultor faz.

E com o auxílio de inteligência artificial, captura fotos e vídeos que são traduzidos em dados pelo software.

O learning Machine – aprendizado de máquina – melhora o desempenho do software. Assim, permitindo que as colmeias robóticas reduzam as perdas anuais de 40% para 7,59%.

De fato, a Beewise quer ajudar os apicultores a polinizar e produzir mel, salvando as abelhas e utilizando tecnologia moderna. Para saber mais, confira o site oficial da Beewise.

 

No Brasil, a tecnologia monitora as abelhas em tempo real

Em Santa Catarina, o APIS ON LINE é a primeira plataforma brasileira. Que faz parte de um projeto de pesquisa para coleta, processamento e difusão de informações sobre abelhas.

A princípio, pode interagir e acompanhar as informações na web, inclusive o peso das colmeias.

Continuando, essas informações são disponibilizadas no site Apis On-Line a cada hora via sinal de celular.

Com base nesses dados, os apicultores cadastrados receberão por e-mail os boletins. Em seguida, são alertados com informações técnicas  eestratégicas de apicultura.

Assim, podem planejar e manejar de acordo com as condições climáticas e épocas do ano.

O site também pode servir de subsídio para diversas pesquisas na área. Bem como, a influência das condições meteorológicas, produtividade de mel e na mortalidade das abelhas.

Outro ponto é a coleta de dados, registrando as ascondições as pragas e doenças  que se desenvolvem.

Também épossíve, processar o consumo de alimento, produção de mel de cada florada e entre outros dados.

Essas informações captadas pelos sensores, balanças e painéis. Em seguida são enviadas para um banco de dados de hora em hora e essas informações alimentam o sistema que gera boletins.

 

Aplicativo A.B.E.L.H.A desperta curiosidade

Em São Paulo, o uso de aplicativos em salas de aula tem colaborado para o conhecimento sobre a vida das abelhas.

De acordo com os idealizadores do aplicativo A.B.E.L.H.A. Desenvolvido pela Associação Brasileira de Estudo das Abelhas. Com efeito, consegue reunir informações científicas sobre abelhas e outros polinizadores de forma didática e prática.

O aplicativo, para celulares e tablets com o sistema operacional Android. Tem o intuito de oferecer informações como:

Abelhas – trata de aspectos de anatomia, origem, organização e comportamento. Como também, apresenta um catálogo com as principais abelhas presentes no Brasil.

Mel & Cia. – tem o propósito de abordar a criação de abelhas, aspectos sobre a produção de mel, própolis, cera e geleia real.

Polinização – explica o processo de polinização e reprodução das plantas.

Conservação – traz informações sobre as principais ameaças às abelhas. Com dicas simples para a conservação dos polinizadores, inclusive nas grandes cidades.

Biblioteca – reúne os livros e vídeos produzidos pela A.B.E.L.H.A.

Mídias sociais – permite conectar com os canais da A.B.E.L.H.A. no Facebook e Instagram.

 

O som das abelhas

Um aplicativo americano, o Bee Health Guru. Pode ouvir o som das abelhas e diferenciar os sinais emitidos, se é de alerta ou perigo.

Por outro lado, o app pode listar doenças das abelhas de acordo com o barulho que elas fazem.

O aplicativo, usa inteligência artificial para analisar o som que as abelhas estão fazendo. Assim, deduzindo quais doenças ou ameaças estão sofrendo.

Depois de montarem uma base de dados de sons em uma rede neural artificial, que é uma máquina que reconhece padrões.

Assim, conseguindo chegar a algoritmos que podem associar o som das abelhas com os problemas das colmeias.

Em síntese, com aplicativo, o apicultor só precisa segurar seu smartphone perto da entrada da colmeia por 30 segundos.

Enquanto, o aplicativo faz a análise do som das abelhas, que cursa a informação com uma lista de problemas de saúde.